Combate ao racismo no ensino básico

Combate ao racismo no ensino básico

O racismo e todas as formas de agressão nas escolas são motivo de preocupação crescente. Por forma a diminuir e mitigar a vaga de agressões e discurso de ódio, profissionais de Itália, Grécia, Portugal e Noruega criaram, com o apoio do Programa Erasmus+ da União Europeia, o programa de investigação e capacitação, designado por "Aplicação da análise comportamental como forma de prevenção e combate ao racismo nas escolas primárias". 

Arrancou em Setembro de 2019 e até Agosto de 2022 vai ser coordenado pelo Departamento de Psicologia da Universidade Panteion, de Atenas - com 5 parceiros: a OsloMet - Universidade Metropolitana de Oslo, Noruega, a delegação do Ministério da Educação grego da região da Ática, Grécia e 3 ONG's, a OXFAM de Itália, a Action Aid Hellas da Grécia e a 4Change de Portugal. 

O projecto é uma resposta à violência com base no racismo que continua a ser comum na maioria dos Estados-Membro da União Europeia - sob diversas formas: abuso verbal, discriminação, graffiti, assédio, vandalismo, agressão física ou mesmo homicídio. De acordo com o FRA (2019), minorias étnicas e religiosas em toda a UE continuam a enfrentar o racismo, discriminação, violência física e verbal e exclusão não obstante a existência de instrumentos legais que oferecem proteção contra o racismo e outras formas de intolerância.

De acordo com as evidências, esta situação que se reflete na educação e o racismo nas salas de aula é um problema persistente. As intervenções existentes para prevenir e combater o racismo nas escolas baseiam-se na punição, que é ineficaz de acordo com a análise comportamental aplicada. Os docentes são confrontados com o racismo nas salas de aula, sem possuir o conhecimento e a experiência necessários para lidar eficazmente com estes incidentes.